segunda-feira, 7 de março de 2022

Artesãs Caçapavanas

Donas de mãos habilidosas, possuidoras de técnica e destreza artística, criam com beleza produtos singulares. Tecem, moldam, fiam, pintam, bordam e transformam, até dizem que são uma ponte entre o céu e a terra pela Arte que fazem. Juntas, constroem o rico artesanato caçapavano. Mesmo no período da Pandemia, formaram um grupo que emergiu com garra e qualidade, com poder e instrução, agregando valor às coisas e recursos de nossa região.

Elas, Artesãs Caçapavanas são as “Mulheres 2022” homenageadas pelo Projeto Caminhos do Sul da América, evento alusivo ao Dia Internacional da Mulher. Este dia é comemorado todos os anos em oito de março, para a celebração e reflexão das conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres ao longo das últimas décadas, sendo adotado pela Organização das Nações Unidas e, depois por diversos países.

O Projeto Caminhos do Sul da América, há mais de década, vem desenvolvendo atividades com características de Engenharia Social na promoção de atividades, pela comunidade para a comunidade, através de eventos socioculturais e educativos. Tem como meta final a qualidade de vida, acolhimento e estima a todos e desse modo proporcionando melhoras ao turismo local. Desde 2021 apoia o Geoparque Caçapava Aspirante a UNESCO.

O seleto grupo de Artesãs que fazem diferença levando fazeres e produtos, fornecendo Arte e Mimos a nossa gente e de todos outros lugares, são merecedoras de reconhecimento. São elas:


1. Conceição Costa – Produz Flores desidratadas em telas, CCC Arte Flores:


2. Elida Freitas - Produz Bonecas de pano, Flores de tecido e Tiaras, Facebook Dinha Artes:


3. Hilda Bairros - Pedagoga, Artesã, desenvolve projetos em tecidos e feltro, Proprietária do HS Artesanato:


4. Isa Dóris Teixeira de Macedo – Tecelagem (Vestuário e Decorativa) – Proprietária do ARTISA:


5. Jeane Teixeira - Produz lembranças de Caçapava do Sul e bichinhos em tecido:


6. Liliam Martins - Produz Amigurumi e Crochê, Proprietária Liliam Crochê, Representante do Conselho da Cultura-Artesanato:


7. Lucinara Dias Lopes – Produz Crochê, Patchwork, Bonecos de Pano:


8. Marta Teixeira Silveira – Professora e Artística Plástica, produz Novelos tingidos naturalmente com plantas do Bioma Pampa e fiados em roca manual, proprietária da Novelaria Santa Marta:


9. Rosane Moda Pet – Produz modelos para Pets e Pepe Kids e peças rusticas para bebes, FEMAPRO:


10. Rosa Ruschel – Artesã, Presidente do Conselho Municipal de Turismo, Conselheira do Conselho de Culura-Artesanato, Representante do Colegiado de Artesanato na Secretaria de Cultura do Estado e da Comissão do Geoparque Caçapava Aspirante UNESCO:


11. Rubia Brum – Produz Mandalas e vários artesanatos e geoprodutos, proprietária da COM ARTE:


12. Simone Motta – Produz Patchwork e Bordados. Parceira do Geoparque Caçapava Aspirante UNESCO e Suplente no Conselho de Cultura-Artesanato:


13. Tania Bonoto – Artista Plástica, produz Pinturas, Semi-jóias e assessórios:


14. Tatiane Jaime Campos – Produz Produtos Artesanais, Tapetes em Couro Natural, Puff, Namoradeiras, Palas em Lã crua e assessórios proprietária do Artesanato Nativo:


Texto: Lislair Leão Marques
Imagens: cedidas pelas Artesãs
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terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Museu a céu aberto no Forte D. Pedro II com seus Canhões

A construção de um espaço de visitação no lugar, sinalização turística do monumento histórico e iluminação pública do local e retorno dos Canhões contemplam o Museu a céu aberto no Forte D. Pedro II. O Projeto é da atual gestão da SECULTUR e a execução são com recursos do Estado.

Os Canhões de tipologia inglesa possuem emblema de George II e foram instalados no Forte D. Pedro II, na sua construção. Foram retirados do lugar de origem, em 1900, para ir para frente onde hoje é o Centro Municipal de Cultura. Ficaram neste lugar até 1926, quando deu entrada ao Museu Júlio de Castilhos. A retirada desse lugar deu-se por dois motivos:

1. O então governador do Estado, Borges de Medeiros, era alinhado politicamente pelo Júlio de Castilhos e em sua homenagem cedeu ao Museu que recebia o seu nome: Museu Julio de Castilhos;

2. Os canhões ainda funcionavam e para que não caíssem em mãos erradas de inimigos ou partidários, revoltas e revoluções foram retirados deste lugar. Na época, tanto o Rio Grande do Sul como o centro da cidade de Caçapava do Sul eram palco grandes conflitos políticos, de elites e classes.

Para o historiador Juliano Torres Fraga, que também contribuiu para o Projeto, a volta dos Canhões para sua origem no Forte D. Pedro II, representa uma “Vitória histórica”. Veja abaixo imagens dos Canhões.


Texto: Lislair Leão Marques
Imagens: cedidas por Juliano Torres Fraga, editadas.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Geomonumentos de Caçapava do Sul

Os geomonumentos são as formações rochosas que compreendem uma área muito importante para a cultura e ciência na cidade de Caçapava do Sul. Graças a essas belezas naturais presentes na região, foi possível ser pautada a geodiversidade e como ela é importante para a sociedade que vive em torno delas. Atualmente, a importância dos geomonumentos tem se expandido com ajuda do trabalho realizado pelo projeto Geoparque Caçapava que vem não apenas dando foco à conservação e valorização das áreas chamadas como geossítios, mas também dando novos ares para o turismo e para a cultura, principalmente pela parceria e divulgação de artesãos e empresas da região que auxiliam não apenas na diversidade com seus trabalhos, mas também na geodiversidade.
Alguns dos geomonumentos mais conhecidos são a Serra do Segredo e Pedras das Guaritas, que formam belas paisagens que são apreciadas por turistas e pela comunidade em geral. São formações altas, com formas irregulares e que juntas, originam conjuntos harmônicos e complexos. Esses, além de muitos outros geomonumentos presentes na região, dão tom para uma expansão iminente do geoturismo e da geodiversidade, trazendo ao povo de Caçapava do Sul não apenas algo para se orgulhar mas também voz e destaque, o que é muito importante para que paisagens e encantos naturais como esses continuem sendo preservados e imortalizados na cultura regional.

Serra do Segredo

Pedras das Guaritas

Texto: Heitor Madeira

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Geoparque Caçapava


Os geoparques são territórios reconhecidos pela UNESCO em que a “Memória da Terra” é preservada e utilizada de forma sustentável para gerar desenvolvimento para a sua comunidade. Esse desenvolvimento pode se dar no turismo, na criação de produtos (geoprodutos), na gastronomia e em todas as formas de atividades que conservem e valorizem o patrimônio geológico, como rochas, minerais, água, solos, relevos, paisagens e fósseis, em associação à cultura da comunidade. Em Caçapava do Sul, o Geoparque é um projeto que formou uma parceria entre a Universidade Federal de Santa Maria e a Universidade Federal do Pampa, que criaram setores de extensão para fazer o gerenciamento e manutenção das ações que o projeto realiza.
O trabalho da UNESCO com geoparques teve início em 2001. Em 2004, 17 geoparques europeus e 8 chineses se reuniram na sede da UNESCO em Paris para formar a Rede Global de Geoparques, onde as iniciativas nacionais para proteção do patrimônio geológico contribuem e beneficiam a adesão a uma rede global de intercâmbio e cooperação, desenvolvendo práticas e padrões de qualidade para territórios que integram a proteção dos locais ligados ao Patrimônio Geológico em uma estratégia para o desenvolvimento econômico sustentável regional.
O projeto Geoparque Caçapava busca a certificação pela UNESCO, para então fazer parte da Rede Global de Geoparques e receber apoio da organização para continuar suas atividades. Atualmente, o projeto realiza eventos como o Geodia, além de feiras com os geoprodutos que possuem certificado de Iniciativa Parceira e capacitações para os empreendedores e artesãos da região. O foco principal é a expansão do turismo de Caçapava do Sul e a divulgação de geodiversidade que por muito tempo foi negligenciada e agora, está recebendo a devida atenção.


Texto: Heitor Madeira
Imagem: Felipe Guadagnin

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Geoprodutos de Caçapava do Sul

A artesã Rosa Ruschel, presidente do Conselho Municipal de Turismo do Município e atuante na Comissão do Geoparque Caçapava do Sul, falou um pouco sobre os geoprodutos - itens de artesanato e produtos regionais feitos por artesãos e comerciantes da cidade e que são vendidos ao público visitante. A sua loja, Rosa Biscuit, foi uma das primeiras a receber o selo de Iniciativa Parceira do Geoparque e ela se diz confiante na espera da certificação do projeto pela UNESCO.


Empreendedores de Caçapava foram cadastrados com selos de geoprodutos, apoiadores e iniciativas parceiras dentro do projeto do Geoparque, configurando uma grande mudança para os artesãos e comerciantes locais, que vêem seus trabalhos cada vez mais valorizados dentro da cultura local. São no momento, 42 empreendimentos locais com selos do Geoparque e mais alguns irão ser cadastrados assim que um novo edital for divulgado.


Para Rosa, a qualificação e o valor significativo da arte e dos produtos vendidos passaram a ganhar muito mais reconhecimento, pois o Geoparque veio para somar e mostrar Caçapava do Sul para o mundo, com suas belezas e também o que é produzido na cidade, que está cada dia mais focada na difusão do turismo.


Texto: Heitor Madeira

Imagem: Rosa Ruschel (Disponível em: Geoparque Caçapava)


terça-feira, 30 de novembro de 2021

Promoção da Igualdade Racial



No dia 20 de novembro de 2021 foi realizado em Caçapava do Sul o II Fórum Municipal de Promoção da Igualdade Racial, promovido pela Prefeitura Municipal no Clube Harmonia. A pauta principal do evento foi os 50 anos do Dia da Consciência Negra, que surgiu após um grupo de jovens negros se unirem em Porto Alegre no ano de 1971 para discutir a legitimidade da Abolição da Escravatura em 1888 e expandir o protagonismo negro, gerando reflexões sobre questões raciais. Hoje a data é vista como um símbolo da luta antirracista e da representatividade e resistência negra, tendo 20 de novembro como o dia escolhido para prestar homenagem a Zumbi dos Palmares, ícone da luta pela liberdade dos escravos.

Durante o Fórum, foram tratadas pautas em relação ao Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial e NEABI Unipampa (Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas), além da apresentação do Programa Avançar pela Cultura e das diretrizes municipais. Houveram ainda debates sobre a criação do Plano Municipal de Promoção da Igualdade Racial e apresentação de estratégias, encerrando com uma Ciranda Cultural da Cultura Afro-brasileira.

Texto: Heitor Madeira
Imagens: Lislair Leão Marques

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

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quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Projeto Caminho Fotográfico - Memória das Águas

Durante o Geodia, que ocorreu em Caçapava do Sul entre os dias 18 e 20 de novembro, uma das atrações foi um passeio fotográfico passando por diversos pontos turísticos e importantes para a cidade, principalmente no âmbito da geodiversidade. Em um dos pontos, no Forte D. Pedro II, os guias do passeio, Francisco - graduando de Geologia pela Unipampa - e Juliana - professora e coordenadora do projeto - falaram um pouco sobre o projeto Caminho Fotográfico - Memória das Águas, que tem como objetivo conscientizar e sensibilizar a comunidade de Caçapava em relação às fontes e nascentes de água presentes na região. As fontes são muito importantes para a comunidade, já que sempre serviram os moradores na história da região que se concentram em volta de suas nascentes e estiveram presentes desde a construção do Forte e também da igreja local.


O projeto visa a preservação das fontes e seus integrantes pretendem colocar placas que as identifiquem e tragam informações como a qualidade das águas e com isso dêem visibilidade a esse bem tão precioso e significativo para a região. Segundo a Professora Juliana, “enquanto não há conhecimento, não há cuidado”, ou seja, as pessoas precisam conhecer mais sobre a história do que há em sua volta para se conscientizar - mesmo que as fontes sempre estivessem lá, a preservação depende de uma maior importância a ser dada para elas, que por muito tempo, foram riquezas que não tiveram a devida atenção.


O Geoparque Aspirante UNESCO, projeto que realizou o Geodia possui uma parceira com o projeto Memória das Águas, já que ambos buscam garantir visibilidade e atenção para os geomonumentos de Caçapava do Sul e que o turismo possa ser enriquecido com seus cuidados.


Fonte do Mato

Fonte do Conselheiro

Texto: Heitor Madeira
Imagens: Lislair Leão Marques